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terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Decisão.

Esses dias eu tomei uma decisão muito importante na minha vida. 

Percebi que como é difícil crescer, mudar ou até melhorar, que minhas preocupações estão além de um final feliz de um filme ou se as crianças da caverna do dragão vão conseguir voltar para casa, que nessas escolhas a minha família está do meu lado, porém minha mãe não escolhe mais as minhas roupas de dormir. 


Você vai sentir medo, vai achar que não dá mais tempo. Depois vai perceber, que você que define seu tempo e espaço. Que alguns vão te deixar mais segura e outros mais insegura do que já está. Que fazer algumas escolhas vai doer, porque sempre vai ter perdas e ganhos. Que você pode estar acertando. Também pode estar errando. Vai perceber que essa linha do certo e errado estão quase que na mesma ponta. Mas são essas escolhas que define quem é você hoje, além do seu eu no futuro. Que além de tudo é preciso coragem. 


Que meus pés e minha fé me levem ao meu caminho que eu escolhi. Que eu continue com a sensação de que faria exatamente igual, porque se não, não seria eu. 




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Lendo 'A Marca de Atena', de Rick Riordan.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Incômodo.

Cada pessoa tem algo ou muitas coisas que vai te irritar. Estou praticando minha tolerância. Não sei se é porque melhorei muito do último ano para esse, porque eu prometi que teria mais paciência com os que eu amo e mais tolerância com todos. Mas parece que cada vez eu utilizo mais a água do meu poço de tolerância.

Sinto que a cada olhada de canto de olho que recebo ou palavras atravessadas, não posso simplesmente respirar fundo e seguir. Na verdade acabo seguindo, entro naquele modo expectativa – dar uma boa resposta jeito sara de ser, mas continuo no modo realidade – sigo sem dramas maiores. Estou deixando muitas coisas que me irritam passar e me pergunto até que dia vou conseguir continuar respirando fundo.
Porque eu ainda estou acreditando que o mundo é melhor aonde as pessoas são mais toleráveis.


Como as pessoas me irritam. O problema devo ser eu, não é possível.



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Lendo 'A marca de Atena', de Rick Riordan.

Escutando repetidamente 'You're not stubbor', de Two Door Cinema Club. P.s.: O cara dessa música também me irrita pelas desculpas que fica pedindo.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Resenha.

Sempre faço isso, de associar alguém ou me assemelhar a algum personagem do livro que estou lendo, parece que deixa as coisas mais reais para mim.

Quando vi esse livro, tinha lido apenas sinopse e alguns trechos perdidos - acredito que nem tinha lido algum livro do autor, sei que já tinha a famoso romance ‘a culpa é das estrelas’, que por sinal, é realmente um livro para garotas – normalmente dou livros que já li e que provável que eu tenha gostado, mas esse me chamou atenção para uma certa pessoa, porque o Colin tem um melhor amigo estranho (que de primeira achei parecido com a pessoa que ia ganhar o livro, mas depois vi que: ahh nham!), percebi que ele não parava de falar, que tinha muitas coisas que o incomodavam do passado e que tinha uma garota legal dando bola para ele – mas que ele não percebeu, porque ela não estava no padrão das Kath’s (foi nessa parte que eu percebi que a pessoa estava mesmo no personagem principal do livro!). Era um livro que já estava na minha lista, depois fiquei feliz quando o livro tinha sido lido e sinalizado que foi uma leitura feliz, fiquei aliviada, afinal acertei lendo uma sinopse e alguns trechos. 

Hoje terminei o livro, demorei para ler – além do normal, me rendeu boas risadas e momentos filosóficos. Percebi que acertei de novo porque realmente a pessoa era o Colin (o personagem principal lá que falei no começo), não por ter apanhado (porque ele leva uma surra daquelas), mas o pelo senso de justiça, ter não só um amigo estranho – mas vários, por falar de mais e não perceber quando realmente uma garota está afim rs. Além disso, o Colin também é preocupado com o futuro, não só com o seu, mas também com o dos seus amigos, fica procurando uma lógica ou padrão para certas coisas que não se tem, se irrita fácil, pensa demais para falar ou fazer algo, tenta agradar todo mundo ao mesmo tempo, não é nada perfeitinho, mas tem muitas virtudes. 
Percebi que o Colin da minha vida real, está nesse processo de auto reconhecimento, amadurecimento e auto cobranças, assim como o Colin do Teorema passou, e está percebendo que o futuro é assim mesmo: incerto. 

P.s.:Só que eu acredito que o meu Colin é ainda mais complexo do que o livro. Ahh o livro é O Teorema Katherine, de John Green.



Lendo "A Marca de Atena", de Rick Riordan.


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quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Vigília.

Dormir para mim sempre foi o melhor remédio, muito melhor do que qualquer antigripal, relaxante muscular ou antitérmico. Como diz a minha avó: ‘dorme que passa’. E não é que passa mesmo.


Mas o problema é: quando não se dorme? Quando há sono, cansaço,  preguiça, quando estou  atordoada,  exausta, mesmo assim não consigo dormir.

Sou daquelas pessoas que não precisam ficar horas na cama para conseguir pegar o primeiro embalo para dormir. Tenho habilidade de dormir em 30 segundos, fácil. Continuo assim, para o sono ligeiro, é rapidinho, mas agora para passar para o sono profundo, as coisas complicam.

Eu desperto, depois de poucas horas que foi dormir, fico em alerta. A partir daí o que mais faço: é pensar que preciso dormir e não consigo. Assim as horas vão passando e parece uma infinidade até a hora que o relógio desperta e começa mais uma rotina diária.


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Lendo O Teorema Katherine, de John Green. 

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Objeção.

Não tenho concorrentes. Não estou com algemas. Não fui trancada. Não estou sobre prisão. Não há cordas com nós. Não há cola em meus pés. Não tem fones de ouvidos em minhas orelhas. Não vejo sinais sobrenaturais. Não estou ligada com pessoa alguma.

Não fizeram lavagem cerebral em mim. Não instalaram micro chips em minha pele. Não me ameaçaram. Não jogaram minha chave fora. Não fui obrigada a nada. Não fui levada a força. Não me amarram. Não me seguraram. Não estou retida. 

Não não há uma âncora presa a minha cintura. Não estou fixa em algum lugar. Não estou amarrada a ninguém. Não estou sobre observação. Não me tiraram minha liberdade. Não estou com raízes. Não me ofereceram presentes para ficar. Não estou sem fôlego. Não há teias. Não existe armadilhas. 

Sinto meu livre arbítrio em mim. Só não consigo usá-lo. 

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Lendo O Lado Bom da Vida, de Matthew Quick.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Sobremesa.


Como há coisas boas na vida. Pessoas. Momentos. Filmes. Livros. Frases. Pet. Internet. Sensações. Comidas. Bebidas. Músicas. Teatro. Porres. Histórias. Conversas. Roupas. Dinheiro. Brisas. Lugares. Viagens. Sobremesas.
Um lado bom - Silver Linings.

Comer. Esse é o ato social que mais gosto, comer fora, comer em casa, cozinhar para amigos, fazer festival disso ou daquilo, noite do hot dog com purê caseiro infinito, posso criar uma lista digna de coisas boas que gosto de fazer, que com certeza 99% envolverá alguma coisa de comer no meio. Mesmo um cinema, que está incluído a magnífica pipoca.

Quantas vezes vamos almoçar, jantar, um lanche, um suco, beliscar, naqueles lugares preferidos, das minhas comidas prediletas – gula é o meu maior pecado, sim – e vamos pedindo o que cada um gosta, enchemos a mesa e inúmeras vezes não conseguimos pedir a sobremesa, porque não cabe, não aguentamos, ficamos cheios e com sono.

Convenhamos, a sobremesa é a melhor parte. Quantas vezes deixamos de comer a sobremesa? Respondo: milhões de vezes.
Pois é isso e ainda explico: não comemos sobremesas sempre, porque somos gulosos, estamos tão ansiosos com tudo que podemos comer que tem no cardápio que por um momento esquecemos as sobremesas e ficamos frustrados quando nos lembramos dela e não conseguimos comer.  
Sobremesa é igual momento bom, normalmente são pequenas porções, com uma alta intensidade [de glicose], na medida certa para uma pessoa, não que não se possa dividir, mas é aquele pedaço para um, com gostinho de quero mais, que por aquilo você sairia da dieta [da linha]. Não é porque é sobre + mesa, que realmente tem que ser após, depois, da refeição principal. Quantas vezes continuaremos perder a chance de vivenciar uma sobremesa.

Não tenha medo de engordar, na próxima vez comece/peça primeiro a sobremesa quando olhar o cardápio. Viva uma sobremesa.


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Lendo O Lado Bom da Vida, de Matthew Quick. 

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

24 horas.


Há tempos não escrevo.
Não posso alegar que é por falta de tempo, tenho mais tempo livre como nunca tive antes. Há janelas vazias em alguns dias na minha grade.

Às vezes parece que o tempo não passa, começo a dividi-lo em blocos de meia de hora, vou encaixando as tarefas no meu dia: ler 2 blocos, assistir TV 3 blocos, internet 2 blocos, cuidados pessoais 3 blocos... e outros mais 38 blocos de 30 minutos que vai se encaixando como um lego, esses tipos de dias parecem que não passam, ficam presos no ponteiro do relógio.

Quando o fim do dia chega, vejo que no fundo não fiz nada com o meu dia, meus pedaços de lego não se transformam em castelos, naves espaciais, fazendas e nem ao menos numa simples casa.


Nem todos os dias são uma tortura. Há dias que penso: ‘como gostaria de viver isso de novo’, só que repenso: ‘estou vivendo, talvez não haja outro dia’. Sim, esses dias são os melhores, dá vontade de entrar na fila, só para pegar o replay, mas sei que não posso desperdiçá-lo com filas, porque esses dias passam rápido, você consegue dormir rápido, mesmo sem querer dormir, até sonha com coisas que não vai lembrar pela manhã.

Não posso ter todos os dias perfeitos, mas posso fazê-lo deles dias mais felizes.



Lendo A Menina Que Não Sabia Ler, de John Harding.


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